Na sexta‑feira, 30 de outubro de 2026, o chanceler da Argentina, Pablo Quirno, afirmou que o Brasil não solicitou ao governo argentino esclarecimentos sobre a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) para os Estados Unidos, passagem que incluiu trânsito pelo território argentino. “Falso. Não houve nenhum pedido de explicações”, escreveu Quirno em resposta a uma publicação do jornal La Nación no X.

A informação vem após o Ministério das Relações Exteriores do Brasil ter convocado, na quinta‑feira, 29 de outubro, a encarregada de negócios da embaixada argentina no Brasil, María Emilia Cortés, para tratar da participação do governo de Javier Milei na fuga do candidato derrotado. A reunião durou poucos minutos, foi considerada protocolar e foi conduzida pelo embaixador João Marcelo Galvão de Queiroz, responsável pela interlocução regional no Itamaraty.

Quirno também rebateu a alegação de que a retirada do embaixador argentino, ocorrida em agosto, teria sido iniciativa do presidente Milei, afirmando que “O Brasil tomou unilateralmente a decisão de retirar seu embaixador e solicitou a retirada do nosso”. O presidente argentino compartilhou a resposta de Quirno no X, classificando o La Nación como “veículo de comunicação que opera e mente”.

A situação ilustra a tensão diplomática entre Brasil e Argentina após a fuga de Flávio Bolsonaro, mas, segundo a CartaCapital, o Itamaraty evitou transformar o episódio em uma crise bilateral, mantendo a postura de diálogo protocolar.

Fonte: CartaCapital (https://www.cartacapital.com.br/politica/chanceler-da-argentina-nega-que-brasil-tenha-pedido-explicacoes-pela-fuga-de-bolsonaro/).