A montadora chinesa BYD anunciou que a unidade de Camaçari, na Bahia, pretende alcançar 50% de conteúdo local na produção de veículos a partir de janeiro de 2027. O plano inclui a inauguração de três novas fábricas que ampliarão as etapas de estamparia, soldagem e pintura, complementando a já existente linha de montagem final que opera desde a inauguração da planta em outubro de 2025.
Até o momento, a fábrica funciona no modelo SKD (semi‑knocked down), em que kits parcialmente desmontados são montados no Brasil. A estratégia de nacionalização visa não apenas reduzir a dependência de importações, mas também viabilizar exportações para o Mercosul, especialmente para a Argentina, que exige até 35% de conteúdo regional nos veículos.
Alexandre Baldy, vice‑presidente da BYD no Brasil, afirmou que a empresa já solicitou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva acordos para transferência de tecnologia, embora reconheça que a decisão final depende de questões diplomáticas e das restrições chinesas sobre transferência de ativos estratégicos.
A operação da BYD na Bahia já emprega mais de 9.500 trabalhadores, cerca de 90% dos quais são baianos, e tem capacidade instalada inicial de 150 mil unidades por ano, com projeção de expansão gradual até 600 mil unidades anuais ao término do projeto.
