Um eleitor brasileiro que reside na Ilha dos Açores, em Portugal, pegou um voo até Lisboa para exercer o voto no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25/10). Como não há seção eleitoral nos Açores, ele precisou percorrer cerca de 1.500 km para chegar ao consulado brasileiro, onde estão instaladas as urnas eletrônicas. “Acho que independentemente do preço das passagens valia muito a pena”, afirmou o eleitor, que destacou a importância de defender a democracia por meio do voto.
Portugal é o segundo maior colégio eleitoral de brasileiros no exterior, com quase 135 mil eleitores aptos a votar, atrás apenas dos Estados Unidos. No primeiro turno, o país registrou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recebeu 26.401 votos contra 19.412 de Flávio Bolsonaro (PL). No segundo turno, a mobilização dos eleitores brasileiros no exterior tem sido intensa, com mais de 78 mil eleitores habilitados a votar na Universidade de Lisboa, local que concentra 207 seções e 103 urnas eletrônicas.
A reportagem da Deutsche Welle, citada pela CartaCapital, ilustra a dedicação de eleitores que enfrentam longas distâncias para participar do processo eleitoral brasileiro, reforçando o papel do voto no exterior na consolidação da democracia.
