O governo brasileiro levou ao Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos), em reunião realizada nesta quarta-feira (04/11), o debate sobre a Interferência e Manipulação Estrangeira de Informação (FIMI, na sigla em inglês). A inclusão do tema na agenda da organização ocorreu a pedido do Brasil, conforme informou a CNN Brasil.

Durante a sessão, foi exibido um vídeo da secretária nacional de Justiça do MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), Maria Rosa Loula, que defendeu a cooperação internacional para enfrentar o problema. Segundo a representante, as ações estrangeiras vão além de notícias falsas e envolvem práticas coordenadas para distorcer ambientes informacionais e processos políticos. O embaixador e representante permanente do Brasil na OEA, Benoni Belli, esteve presente na reunião.

Em sua manifestação, a secretária citou episódios ocorridos no processo eleitoral brasileiro, como o inquérito instaurado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 27 de outubro para apurar manipulações algorítmicas, além de relatos sobre bloqueios de perfis jornalísticos e decisões do TSE envolvendo o uso de inteligência artificial por plataformas de tecnologia. Os Estados Unidos participaram do debate e argumentaram em favor da liberdade de expressão, pontuando que o discurso deve ser enfrentado com mais discurso e que financiamento ou informações externos não configuram, por si só, interferência.