A Binance anunciou que, no domingo (01/11/2026), retomou os saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins após o roubo de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. A corretora informou que utilizou recursos próprios para repor US$ 6 bilhões dos ativos subtraídos, adquirindo tokens de substituição; o restante, composto por ativos de menor liquidez, ainda será adquirido.

Segundo a empresa, a violação teria começado na noite de quinta‑feira (29/10) com a invasão de um laptop de um dos engenheiros da Binance, permitindo ao invasor acesso a sistemas internos e a realização de saques não autorizados. Em comunicado publicado na sexta‑feira (30/10), a Binance apontou “pontos adicionais de violação” e qualificou o incidente como um ataque complexo, reforçando que continua reunindo informações para divulgar novos detalhes.

O FBI atribuiu oficialmente a responsabilidade pelo ataque ao governo da Coreia do Norte e ao grupo hacker patrocinado pelo Estado, conhecido como TraderTraitor. Análises das empresas norte‑americanas TRM Labs e Chainalysis corroboram a ligação com a Coreia do Norte, destacando semelhanças com roubos anteriores, como o ataque à corretora Bybit em 2025.

A Binance afirmou que está trabalhando com autoridades policiais, emissores, empresas de inteligência em blockchain e parceiros da indústria para rastrear, congelar e recuperar os fundos. A empresa ainda não divulgou o prazo para a reposição completa dos ativos de menor liquidez.