Na terça‑feira (3 de novembro), o Banco Central do Paraguai interveio no Ueno Bank, um dos maiores bancos digitais do país, após ser considerado insolvente e deixar milhões de depositantes sem acesso aos recursos. A medida incluiu o bloqueio de recursos públicos e das economias de clientes, gerando protestos nas ruas de Assunção, onde milhares de paraguaios exigiam a liberação de seus depósitos.

Na quarta‑feira (4 de novembro), a autoridade monetária suspendeu temporariamente os saques de determinados fundos de investimento vinculados ao Ueno Bank e anunciou um adiantamento da garantia do Fundo de Garantia de Depósitos, limitado a até 40 salários mínimos por poupador, com dedução de dívidas pendentes.

A justiça paraguaia decretou prisão preventiva de oito suspeitos de envolvimento na crise bancária, entre eles o presidente do Ueno Bank, Juan Manuel Gustale, e o diretor‑executivo, Federico Miguel Vázquez. Até o momento, não há declarações públicas dos acusados sobre as acusações.

A intervenção do Banco Central e as medidas de garantia visam estabilizar o sistema financeiro e proteger os depositantes, mas ainda não está claro como será conduzida a reestruturação do Ueno Bank nem o desfecho dos processos judiciais contra os dirigentes.