Com o PL consolidado como a maior bancada da Câmara dos Deputados para a próxima legislatura, com 121 parlamentares, o atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), intensificou as negociações para garantir sua reeleição ao comando do Legislativo em 2027. A movimentação ocorre desde o dia 25 de outubro, após o segundo turno das eleições presidenciais, segundo reportagem da Gazeta do Povo publicada neste domingo (01/11).
Até o momento, Motta já teria reunido o apoio de 15 legendas, incluindo o PT, que terá a segunda maior bancada, com 70 deputados. O partido de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou apoio ao atual presidente em conjunto com o PCdoB e o PV. Além destes, o bloco de apoio contaria com Republicanos, PSD, MDB, Podemos, PSB, PDT e as federações União Brasil-PP, PSDB-Cidadania e Solidariedade-PRD.
A adesão do PT, contudo, impõe a condição de que o PL e o Novo sejam excluídos do bloco de apoio. A estratégia visa limitar a influência da oposição na distribuição de cargos da Mesa Diretora e na presidência das comissões temáticas. O Planalto busca evitar que a bancada ampliada do PL dificulte o avanço de propostas governistas a partir de 2027.
Dentro do PL, a estratégia para a Câmara ainda divide a bancada. Conforme apurado pela Gazeta do Povo, a direção do partido, liderada por Valdemar Costa Neto, prioriza a disputa pela presidência do Senado, onde o nome de Rogério Marinho (PL-RN) é cotado. O PL avalia que, caso conquiste o comando do Senado, poderia negociar apoio na Câmara em troca de espaços na estrutura de poder da Casa.
