Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, organizou o voo de jato particular que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), sua esposa e as duas filhas adolescentes dos Estados Unidos após a derrota nas eleições presidenciais de 25 de outubro de 2026. A informação vem do The New York Times, que também relatou que o presidente Donald Trump autorizou a entrada temporária do senador e de sua família no país por meio do mecanismo de parole, previsto para situações humanitárias urgentes ou de benefício público significativo.
A Polícia Federal informou que não há registro oficial da saída de Flávio do Brasil e está investigando possíveis violações de determinações judiciais, incluindo o pedido de apreensão de seu passaporte feito sete minutos após a divulgação dos resultados eleitorais. O senador teria alegado perseguição política e agradecido a Trump e ao presidente argentino Javier Milei em carta divulgada na quinta‑feira, 28 de outubro de 2026.
Segundo a reportagem, autoridades norte‑americanas indicaram que Flávio Bolsonaro poderá solicitar residência permanente (green card) no futuro. Até o momento, não há declarações oficiais do senador ou de representantes da Casa Branca sobre o episódio.
