No primeiro turno das eleições de 2026, os candidatos da chamada 3ª via – Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) – somaram mais de 9 milhões de votos, cerca de 7,58 % do eleitorado. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esses eleitores ainda são decisivos e suas escolhas estão se dividindo.
Caiado e Zema declararam apoio a Flávio Bolsonaro logo após o primeiro turno, enquanto Cury passou a apoiar a candidatura do senador, exigindo compromisso de governo sem ódio e vingança. Renan Santos, por sua vez, manteve postura de neutralidade, liberando sua bancada e eleitores para decidirem livremente, e ainda não confirmou presença nas urnas no domingo.
Especialistas citados pelo Metrópoles, como o cientista político Leandro Gabiati, apontam que o eleitor da 3ª via rejeita um “alinhamento automático” e que a migração dos votos não será mecânica. Segundo a pesquisa da Quaest, até 48 % dos eleitores de Augusto Cury podem migrar para Lula, enquanto cerca de 40 % dos eleitores da 3ª via ainda podem ser captados por Flávio Bolsonaro.
O cenário de abstenção também se destaca: o primeiro turno registrou 33,4 milhões de ausentes, 21,8 % do eleitorado apto, o maior índice desde 1998, o que dificulta a captura desses votos pelos candidatos do segundo turno.
