O apoio formalizado por ACM Neto (União Brasil) a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições gerais de 2026 aumentou os desafios do ex-prefeito de Salvador para consolidar a liderança da oposição ao PT na Bahia. A avaliação é de cientistas políticos em análise publicada pelo G1 Bahia neste domingo (01/11).
No segundo turno, após manter neutralidade na primeira etapa, ACM Neto declarou apoio ao candidato do PL, mas o movimento não se traduziu em ganhos expressivos de votos no estado — onde o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantiveram ampla vantagem. Flávio Bolsonaro avançou de 28,53% para 28,69% dos votos válidos na Bahia, somando 2.608.761 sufrágios contra os 2.442.585 do primeiro turno, e venceu em apenas quatro dos 417 municípios baianos (Buerarema, Itamaraju, Teixeira de Freitas e Luís Eduardo Magalhães). Em contrapartida, Lula saltou de 66,17% para 71,31% no estado.
Segundo especialistas ouvidos pelo portal, a decisão de se alinhar ao bolsonarismo acentua a imagem antilulista do político do União Brasil, o que pode estreitar seu caminho em eventuais disputas futuras ao governo estadual, especialmente no interior baiano, embora reforce sua identidade junto ao eleitorado de oposição nas grandes cidades.
