André Janones (Rede), coordenador do Exército do Lula nas redes sociais, terá que lidar com a diminuição do engajamento do grupo após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais. Especialistas consultados pela VEJA apontam que o cansaço dos militantes e o cumprimento da missão – derrotar Flávio Bolsonaro e garantir a reeleição de Lula – podem levar à desmobilização da tropa digital, que conta hoje com mais de 10 milhões de seguidores.
A professora de antropologia Letícia Cesarino, da Universidade Federal de Santa Catarina, destacou que a mobilização intensa do segundo turno foi percebida como temporária pelos participantes, que sabiam que o esforço seria mantido apenas até o dia da votação. Já a professora Raquel Ricuero, da Universidade Federal de Pelotas, alertou que o custo social da estratégia foi alto, gerando desgaste emocional nos militantes.
O Exército do Lula, criado em abril de 2026, foi fundamental para a campanha ao proporcionar uma rede de apoio e disseminação de conteúdo nas redes sociais, mas agora Janones precisará encontrar novas formas de manter a coesão e a participação dos integrantes do grupo.
