A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recalculou sua estratégia no segundo turno da eleição presidencial de 2026, após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro. Em 25 de outubro de 2026, Lula venceu o 2º turno com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio, reeleito presidente do Brasil. A mudança de rota incluiu a montagem de uma sala de situação no quartel‑general de Brasília, liderada pelo secretário de Organização do PT, Laércio Ribeiro de Oliveira, e a entrada de três políticos nordestinos na coordenação nacional da campanha. A equipe passou a analisar dados do Tribunal Superior Eleitoral para identificar regiões onde intensificar mensagens positivas, aumentar a rejeição a Flávio ou mobilizar eleitores que haviam se abstido. A mobilização espontânea nas ruas e o uso intensivo de redes sociais, com vídeos gravados pelo próprio Lula, foram apontados como fatores decisivos para a virada inédita.

Segundo Laércio Oliveira, a diferença de 1,87 ponto percentual no primeiro turno – a menor já registrada desde a redemocratização – exigiu uma abordagem mais segmentada. A campanha, então, produziu materiais específicos para cada objetivo: conteúdo de rejeição ao adversário, mensagens positivas e mobilização de eleitores que não votaram em 2022. A estratégia culminou na redução da abstenção e na volta de quase 10 milhões de eleitores à urna.

A campanha também contou com o apoio de André Janones, deputado federal, que abraçou Lula e reforçou a presença do presidente nas redes sociais, enquanto a comunicação foi coordenada por Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí.

Fonte: G1 Política – "Análise de dados, abstenções e estratégia nas redes: como campanha de Lula mudou rota no 2º turno e conseguiu virada inédita" (https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/10/29/analise-de-dados-abstencoes-e-estrategia-nas-redes-como-campanha-de-lula-mudou-rota-no-2o-turno-e-conseguiu-virada-inedita.ghtml)