No domingo, 25 de outubro de 2026, o Amazonas manteve a sequência histórica de apoiar o candidato à presidência que venceu a disputa nacional, com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obtendo 54,02% dos votos válidos no estado. O resultado reforça o padrão que se repete desde a redemocratização, quando o candidato mais votado no Amazonas também foi eleito presidente em todas as dez eleições presidenciais realizadas entre 1989 e 2026.
De acordo com o cientista político Helso Ribeiro, a tendência decorre de diferenças regionais: o interior do Amazonas tende a apoiar o PT, enquanto a capital, Manaus, favorece candidaturas de centro e centro‑direita. Lula venceu em 57 dos 62 municípios amazonenses, destacando‑se em Barreirinha (90,90% dos votos), Boa Vista do Ramos (86,92%) e Maués (83,64%). Já Flávio Bolsonaro (PL) conquistou a capital com 55,83% dos votos e liderou em municípios como Apuí (72,55%).
Ribeiro aponta que a coincidência entre o voto amazonense e o resultado nacional pode estar ligada à forma como eleitores dos dois estados – Amazonas e Minas Gerais – recebem os discursos das campanhas, sugerindo um “sentimento de aceitação ou rejeição” que se mantém há quatro décadas. O especialista ressalta que, apesar das semelhanças, os estados apresentam características territoriais e eleitorais distintas, o que justifica a necessidade de estudos mais aprofundados sobre o fenômeno.
A análise do cientista político foi feita para compreender melhor o padrão histórico e não indica, até o momento, mudanças nas dinâmicas eleitorais futuras.
