O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cobrou humildade dos vencedores das eleições e defendeu o fim das hostilidades políticas após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (25/10). Em pronunciamento realizado nesta segunda-feira (26/10), o senador afirmou que o presidente reeleito deve governar para toda a população, independentemente das preferências partidárias, e prometeu a atuação de um Congresso "altivo voltado à pacificação".
Alcolumbre alertou para os efeitos da polarização sobre a sociedade e as instituições republicanas, argumentando que o encerramento da disputa eleitoral deve implicar uma mudança na postura dos grupos políticos. "O presidente do Brasil eleito tem que governar para os 215 milhões de brasileiros que vivem no Brasil e que precisam das respostas do Estado", declarou. A cobrança foi estendida não apenas a Lula, mas também à sua equipe e aos apoiadores da candidatura vencedora, que, segundo ele, devem contribuir para reduzir o ambiente de agressividade.
O presidente do Senado ressaltou que a pacificação não exige o abandono das diferenças ideológicas ou partidárias. "Não estou dizendo para mudar o ponto de vista partidário, a visão de país ou de mundo ou do ponto de vista ideológico de um partido A ou de um partido B", afirmou. Para Alcolumbre, a convivência democrática deve ser preservada mesmo entre grupos com projetos distintos, e o resultado das urnas não elimina a responsabilidade de atender às demandas de todos os eleitores, incluindo os que apoiaram a candidatura derrotada.
A manifestação ocorre no início de um novo período político, após uma disputa presidencial marcada pela polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). No mesmo evento, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também defendeu a reconciliação nacional. Motta afirmou que a reeleição abre uma oportunidade para superar a radicalização dos últimos quatro anos e cobrou uma autocrítica do presidente sobre a condução de seu mandato, garantindo que o Legislativo estará pronto para dialogar com independência e harmonia.
Fonte: Congresso em Foco.
