Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) está articulando sua reeleição à presidência do Senado, prevista para fevereiro de 2027. Em declarações a ministros do Supremo Tribunal Federal, o presidente do Congresso afirmou que as negociações políticas avançam e que pretende garantir apoio tanto dos ministros quanto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Alcolumbre também sinaliza apoio a uma eventual anistia para o ex‑presidente Jair Bolsonaro, tema que o STF tem considerado inconstitucional para crimes contra o Estado Democrático de Direito.
A estratégia surge em meio à forte presença da direita nas eleições de outubro de 2026, que consolidou o PL como a maior bancada da Casa com 28 parlamentares, e ao enfraquecimento da oposição após a derrota de Flávio Bolsonaro no segundo turno da disputa presidencial. Alcolumbre conta ainda com o apoio do União Brasil e do Progressistas, que juntos somam 12 senadores, e reforça sua aproximação com Lula para garantir mais dois anos no cargo.
A candidatura de Rogério Marinho (PL‑RN), ex‑coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, deve ser oficializada no início de novembro, mas Alcolumbre acredita que o senador enfrentará dificuldades devido a declarações controversas sobre a vitória de Lula e supostos “golpes de Estado”. O cenário indica uma disputa acirrada para a presidência do Senado, com alianças cruzadas entre alas de direita e de esquerda.
