Advogados dos investigados no caso Master solicitaram ao gabinete do ministro Edson Fachin, presidente do STF, reunião ainda nesta terça‑feira (03/11/2026) para buscar celeridade na análise de pedidos de revisão de prisões preventivas. O encontro, que será mediado por um juiz auxiliar do gabinete, inclui demandas de Daniel Vorcaro, ex‑dono do Banco Master, e de Henrique Vorcaro, seu pai, que pleiteiam, entre outros, a concessão de prisão domiciliar por idade e problemas de saúde.
A defesa de Daniel Vorcaro também enviou ofício ao ministro alegando que os direitos dos investigados permanecem em “limbo” enquanto o Supremo não decide sobre a condução dos processos. Na segunda‑feira (02/11/2026), a mesma defesa acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, argumentando violação de direitos humanos, já que Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março de 2026, totalizando mais de oito meses sem revisão – período superior ao dobro do previsto na lei que exige reavaliação a cada 90 dias.
A situação se arrasta desde que, no início de setembro, Fachin determinou a remessa dos autos dos casos Banco Master e INSS à Presidência da Corte. Embora não tenha havido mudança formal de relatoria, o gabinete do relator original, ministro Alexandre de Moraes Mendonça, optou por suspender novas decisões até que os processos fossem devolvidos ao gabinete de Fachin, para evitar possíveis contestações. Mais de 20 dias depois, a PGR manifestou-se pela manutenção das prisões, mas nem Fachin nem Mendonça emitiram decisão final.
Até o momento, não há declarações públicas de Edson Fachin sobre o pedido de reunião ou sobre os pedidos de revisão das prisões preventivas. A informação sobre a solicitação de reunião e os documentos enviados pelas defesas foi apurada pela CNN Brasil, que indica que a fonte da notícia é única até agora.
