No domingo (25/10/2026) os brasileiros voltam às urnas para o segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Historicamente, a proporção de eleitores ausentes costuma ser maior no segundo turno; em seis das sete disputas presidenciais decididas em dois turnos desde 1989, a abstenção aumentou entre as duas votações. A única exceção ocorreu em 2022, quando o percentual de ausentes caiu de 20,95% para 20,59%, representando cerca de 570 mil eleitores a menos.
A análise do Congresso em Foco traz o histórico de variações: em 1989 a abstenção subiu de 11,93% para 14,40% (+2,47 p.p.); em 2002, de 17,74% para 20,47% (+2,73 p.p.); em 2006, de 16,75% para 18,99% (+2,24 p.p.); em 2010, de 18,12% para 21,50% (+3,38 p.p.); em 2014, de 19,39% para 21,10% (+1,71 p.p.); em 2018, de 20,33% para 21,30% (+0,97 p.p.). No primeiro turno de 2026, a abstenção chegou a 21,08%, o que corresponde a aproximadamente 33,5 milhões de eleitores.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que o eleitorado apto a votar em 2026 é de 158.765.543 pessoas, de modo que cada ponto percentual de abstenção equivale a cerca de 1,59 milhão de eleitores que deixaram de comparecer às urnas. Entre as possíveis causas para o aumento da ausência no segundo turno, destaca‑se a redução do número de cargos em disputa e dificuldades de deslocamento dos eleitores.
Apesar da tendência histórica de maior abstenção no segundo turno, a inversão observada em 2022 indica que o padrão pode mudar, e a votação deste domingo será crucial para confirmar se a queda de 0,36 ponto percentual se mantém ou se o cenário volta a registrar aumento de ausentes.
