No segundo turno da eleição presidencial, realizado em 25/10/2026, o G1 identificou 93 municípios que votaram de forma diferente de todas as cidades vizinhas, formando o que chama de “ilhas eleitorais”. Em 65 desses municípios o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o mais votado, enquanto em 28 a vitória foi de Flávio Bolsonaro (PL). As ilhas de Lula concentram‑se nas regiões Sul, Sudeste e Centro‑Oeste, já as de Flávio aparecem principalmente no Norte e Nordeste.
O levantamento, baseado no percentual de votos válidos, considerou como ilha o município cujo candidato mais votado difere do vencedor em 100 % dos municípios fronteiriços – em média, cada município tem seis vizinhos. Entre os casos mais marcantes estão Sete Quedas (MS), onde Flávio Bolsonaro obteve 64,5 % dos votos, Campinápolis (MT), com vitória de Lula por 15 pontos percentuais, e Montes Claros (MG), onde Flávio venceu por apenas 0,16 ponto percentual (379 votos).
O fenômeno ocorre tanto em grandes centros como Rio de Janeiro e Manaus quanto em municípios ligados ao agronegócio, como Luís Eduardo Magalhães (BA) e Balsas (MA). Em Minas Gerais, estado dividido entre Norte (mais Lula) e Sul (mais Flávio), há 11 ilhas de Lula e 9 de Flávio. No país, Lula foi o mais votado em 2.875 municípios e Flávio em 2.695, com um empate em Marquinho (PR). Aproximadamente um em cada 60 municípios brasileiros constitui uma ilha completa de voto.
