No sábado (24/10), às 16h (horário de Brasília), foram abertas as cinco seções eleitorais em Wellington, capital da Nova Zelândia, marcando o início da votação no exterior para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A seção de Wellington conta com 3,1 mil eleitores aptos a votar, sendo a primeira a receber os votos dos brasileiros que vivem fora do país.

A votação no exterior segue o horário local, com as urnas abertas das 8h às 17h. No total, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indica que 918,9 mil brasileiros estão registrados para votar em 186 cidades ao redor do mundo, podendo escolher apenas o presidente. O maior contingente de eleitores está em Lisboa (78 mil), seguido por Boston e Porto. Os Estados Unidos concentram 265 mil eleitores, enquanto Portugal tem 134 mil e o Japão 88,3 mil. Em contrapartida, na Coreia do Norte e em Bangladesh há apenas um eleitor cadastrado em cada país.

O histórico de abstenção no exterior permanece elevado: no primeiro turno, 63% dos eleitores brasileiros no exterior não compareceram às urnas, superando a taxa de 51% registrada em 2022 e as de 59% observadas em 2018 e 2014. O número de eleitores brasileiros no exterior cresceu mais de 30% em relação às eleições de 2022, atingindo a maior marca desde que os dados passaram a ser contabilizados, em 2010.

As últimas seções a abrir serão São Francisco, Los Angeles (Estados Unidos) e Vancouver (Canadá), que encerram a votação quatro horas antes de Brasília. A abertura das urnas no exterior ocorre antes da votação no Brasil, que está programada para o domingo (25/10).