Segundo o Poder360, o estrategista político Wilsinho Pedroso explicou que o aumento de apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) nos últimos dias da campanha presidencial de 2026 deveu‑se ao chamado “voto útil” entre eleitores de direita. Em entrevista ao programa Poder Eleições, Pedroso destacou que, ao contrário da esquerda, que manteve o eleitorado concentrado em torno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a direita permaneceu fragmentada entre várias candidaturas – Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury e Renan Santos (Missão).
O estrategista argumentou que essa divisão criou espaço para que eleitores que não desejavam o reeleito Lula transferissem seus votos para o candidato que consideravam menos adversário, mesmo que não fosse sua primeira escolha. “O Flávio tinha margem de crescimento para esse ‘split’ final, que é o famoso voto útil, onde as pessoas acabam migrando o voto para um candidato de que gostam menos, mas para vencer o que elas não gostam muito mais, que, no caso, é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, declarou.
Pedroso comparou o fenômeno ao que ocorreu em eleições anteriores para o Senado, citando o pleito de 2022 em São Paulo, quando Marcos Pontes (PL) concentrou grande parte dos votos de direita, superando o candidato do PSB. Ele também mencionou que decisões sobre a realização do debate presidencial na TV Globo podem ter influenciado parte do eleitorado de direita, que interpretou tais decisões como interferências na disputa, embora a entrevista tenha sido interrompida antes de concluir essa análise.
