No domingo (18/10/2026), o Poder360 publicou uma análise explicando como o WhatsApp passou a ser um canal decisivo nas campanhas eleitorais recentes. O texto mostra que mensagens enviadas por familiares, amigos ou vizinhos – muitas vezes acompanhadas de vídeos, memes ou supostas pesquisas – têm maior peso que a propaganda oficial, pois chegam ao eleitor dentro de uma relação de confiança. Segundo o especialista em ciências políticas e comunicação digital João Paulo Borges, essa proximidade altera a avaliação do conteúdo, reduzindo o ceticismo que o eleitor costuma ter frente a anúncios de campanha.

A matéria destaca que, ao contrário das redes sociais abertas, o WhatsApp funciona como um espaço fechado onde a política se mistura ao cotidiano de grupos de família, trabalho, igreja ou condomínio. Esse ambiente favorece a circulação de informações que reforçam opiniões pré‑existentes, criando bolhas informacionais que podem intensificar a polarização e dificultar o diálogo entre eleitores com visões diferentes.

O artigo ainda aponta que o fenômeno não depende de organização centralizada; ele ocorre quando indivíduos compartilham conteúdos que consideram úteis ou verdadeiros, mesmo sem verificação. Essa dinâmica transforma eleitores comuns em distribuidores informais de propaganda política, ampliando o alcance das mensagens de campanha de forma inesperada.

Fonte: Poder360 – "Entenda como WhatsApp virou arma poderosa na campanha eleitoral" (18 de outubro de 2026).