O ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março no Complexo da Papuda, em Brasília, enviou uma carta por meio de seu advogado na terça‑feira (13/10/2026) em que reafirma a disposição de colaborar com as investigações em curso. Na mensagem, Vorcaro declara: “Reitero que quero falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados e todas as minhas relações. Sei da importância desses esclarecimentos e quero prestá‑los com responsabilidade pelas vias adequadas e com respeito ao devido processo legal.” Ele acrescenta que pretende “manifestar de forma clara toda a minha disposição para colaborar com as investigações para que todos conheçam a verdade por inteiro”.
A carta foi divulgada pela CNN Brasil depois de reportagem do portal UOL que acusava Vorcaro de ser sócio de uma rede de prostituição e de ter recrutado refugiadas para exploração sexual. Vorcaro nega a autenticidade da mensagem atribuída a ele e usa o documento para reafirmar que deseja falar sobre todos os seus contatos e relações com transparência e objetividade. Esta é a primeira manifestação pública dele desde a prisão.
Em entrevistas, o analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, relatou que Vorcaro já tentou formalizar propostas de delação premiada duas vezes, mas a Polícia Federal e a Procuradoria‑Geral da República rejeitaram os acordos, alegando falta de colaboração efetiva. Vorcaro assinará um novo depoimento à PF em videoconferência na quinta‑feira (15/10/2026).
