A 4ª edição da pesquisa "Violência Política e Eleitoral do Brasil", realizada pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global, revelou que as mulheres candidatas foram quase 60% das vítimas de violência política nos 50 dias de campanha do 1º turno das eleições de 2026, apesar de representarem apenas 34,85% das candidaturas. Foram registrados 70 episódios de violência contra mulheres, dos quais 53 continham marcadores discriminatórios – 45 de machismo ou misoginia, nove de racismo e cinco de transfobia.
No ambiente virtual, 42 casos de agressão foram identificados, com 34 (81%) tendo como alvo mulheres. Entre as 11 candidaturas que sofreram episódios repetidos, nove eram femininas. A maioria dos ataques foi motivada por intimidação ou desqualificação da candidata, frequentemente perpetrada por adversários políticos homens.
O levantamento também aponta que a violência de gênero persiste após as eleições, configurando um obstáculo à participação e permanência das mulheres na vida pública. Os autores da pesquisa defendem a necessidade de punições exemplares para conter a escalada de ataques, citando como exemplo recente a condenação de quatro jovens a 15 anos de prisão por estupro coletivo em Copacabana.
Fonte: Congresso em Foco (https://www.congressoemfoco.com.br/coluna/123366/no-ringue-eleitoral-as-mulheres-sao-os-alvos-preferenciais).
