Segundo o G1, nas eleições para a Câmara dos Deputados de 2026 o voto é contabilizado para o partido e não para o candidato individualmente. A soma dos votos de cada legenda determina quantas cadeiras o partido conquista e, consequentemente, a proporção de recursos públicos que receberá.

O fundo eleitoral, conhecido popularmente como "fundão", distribui recursos de acordo com a votação obtida nas eleições de 2022: 2% são repassados igualmente a todas as legendas registradas, 35% seguem a votação para a Câmara, 48% são calculados com base no número de deputados eleitos (incluindo fusões e incorporações) e 15% correspondem à representação no Senado. Em 2026 quase R$ 5 bilhões foram divididos entre 30 partidos, com valores que variam de R$ 400 milhões a R$ 881,6 milhões, conforme o tamanho das bancadas conquistadas em 2022.

Além do fundão, os partidos recebem o fundo partidário, destinado ao custeio da estrutura interna (salários, aluguel, contas, etc.). Esse recurso também segue critérios de desempenho eleitoral, sendo que partidos que não alcançam a cláusula de barreira – 3% dos votos nacionais ou pelo menos 15 deputados eleitos – perdem o direito ao fundo e à propaganda gratuita. No primeiro semestre de 2026, a média mensal distribuída foi de R$ 103,5 milhões para 19 partidos, cerca de R$ 5,5 milhões por legenda.

Uma terceira fonte de financiamento são as "vaquinhas virtuais", plataformas autorizadas pela Justiça Eleitoral que permitem doações de pessoas físicas, limitadas de acordo com a renda do doador. Essa modalidade complementa os recursos oficiais, mas está sujeita a limites e transparência exigidos pela legislação.

A série de 50 vídeos produzida pelo G1 tem o objetivo de explicar esses mecanismos e outros aspectos das eleições de 2026, como o uso de inteligência artificial, deepfakes e influenciadores nas campanhas, oferecendo ao eleitor informações práticas para o voto.