O vice‑presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou, nesta quinta‑feira (22/10), que candidatos à Presidência da República não deveriam ter sigilos bancário, fiscal ou telefônico. Em entrevista concedida a jornalistas antes do Ato de Frente Ampla pela Democracia e pela Soberania, em São Paulo, Alckmin afirmou que "quem ocupa o cargo de presidente da República, sai candidato a presidente da República, tem o dever de não ter sigilo nenhum, nem bancário, nem fiscal, nem telefônico".

A fala surge no contexto da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que tem gerado debate sobre a abertura de documentos e registros pessoais dos candidatos. Alckmin também criticou as 19 exigências apresentadas por Flávio Bolsonaro para a abertura de seus próprios sigilos, dizendo que quem faz tantas exigências "não quer abrir sigilo nenhum".

O debate sobre sigilos começou no programa da Band, em 18/10, quando Lula desafiou Bolsonaro a abrir seus dados. Em 20/10, o presidente Lula encaminhou documentos ao TSE e reiterou a necessidade de transparência. Na mesma tarde, a campanha de Bolsonaro respondeu com uma lista de exigências que inclui a apresentação de documentos de Lula e de pessoas ligadas ao petista desde 2003.

Na quinta‑feira (22/10), as duas campanhas chegaram a um acordo para quebrar os sigilos, com Bolsonaro condicionando a entrega de seus documentos à análise dos registros de Lula e de pessoas próximas ao presidente. O Ato de Frente Ampla, iniciado às 18h30 na Casa de Portugal, contou com a presença de representantes da sociedade civil e de partidos diversos, reforçando o apoio à candidatura de Lula e Alckmin para o segundo turno.