A eleição de 2026 renovou dois terços do Senado, elegeram‑se 54 senadores que levaram consigo 108 suplentes até 2035. Na legislatura atual, que reúne senadores com mandatos de 2019 a 2030, 42 suplentes já exerceram o mandato, sendo que 10 deles estão em exercício no momento. O histórico do Senado indica que a substituição de titulares é frequente: entre 2023 e 2026, 28 suplentes assumiram cadeiras, seja por renúncia, falecimento ou licença superior a 120 dias do titular.

A Constituição estabelece que cada senador tem dois suplentes, convocados na ordem registrada na chapa. Entre os nomes eleitos estão empresários com patrimônios milionários, parentes de senadores e dirigentes partidários. Exemplos citados são Diego Torres, irmão da senadora Michelle Bolsonaro (PL), e Samuel Kicis, filho da senadora Bia Kicis (PL); Sandra Braga, esposa do senador Eduardo Braga (MDB), que já ocupou a cadeira em 2015; e Jader Barbalho (MDB), pai do senador Helder Barbalho (MDB).

Segundo o cientista político Marcos Paulo Campos, do Observatório de Política do Nordeste, a escolha dos suplentes costuma servir para agregar forças políticas, recursos financeiros e inserção institucional, sobretudo em grandes alianças. O levantamento do G1, corroborado por oito fontes independentes, traz a lista completa dos 108 suplentes, destacando a diversidade de perfis – de empresários como Renato Figueiredo (PL), que declarou patrimônio de R$ 49,6 milhões, a lideranças religiosas e políticos experientes que nunca exerceram mandato eletivo.