Os eleitores paulistas escolheram, no domingo (4), os 94 deputados estaduais que comporão a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) pelos próximos quatro anos. A votação contou com cerca de 23,2 milhões de votos válidos, além de 3 milhões de votos brancos e nulos, e registrou um recorde de abstenções, com mais de 7,6 milhões de pessoas (aproximadamente 22,5% dos eleitores aptos) que deixaram as urnas vazias.

Segundo o G1, o Partido Liberal (PL) foi o principal vencedor, eleger 28 deputados, quase um terço das cadeiras, impulsionado pela votação recorde de Eduarda Campopiano, que recebeu 1,95 milhão de votos e se tornou a candidata mais votada da eleição. O resultado reforça a base do governo do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos), já que as bancadas do PL, PSD, União Brasil, Podemos, PP, Republicanos e MDB somam 63 das 94 cadeiras, garantindo ao Executivo estadual um apoio confortável para a agenda legislativa.

Na oposição, o Partido dos Trabalhadores (PT) manteve a segunda maior bancada, com 15 deputados, embora tenha perdido duas cadeiras em relação à legislatura anterior. O PSOL consolidou-se como a terceira força, elegendo nove parlamentares. Entre os nomes de destaque estão Eduardo Suplicy (PT), segundo deputado mais votado, e Sofia Favero (PSOL). A lista completa dos eleitos, com número de votos, foi divulgada pelo G1 e inclui representantes de diversas siglas, como MDB, PSD, PP, Podemos, União Brasil, REDE e PSB.

O G1 também destacou que, apesar da alta participação de votos válidos, a taxa de abstenção recorde pode influenciar a legitimidade percebida da nova legislatura. Ainda não há informações sobre possíveis alianças ou acordos internos entre as bancadas que compõem a maioria, nem sobre a agenda prioritária que o governo pretende avançar nos próximos quatro anos.