Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal (PL), manifestou oposição à iniciativa do centrão que pretende alterar o sistema eleitoral brasileiro ainda em 2026. Em entrevista à CNN Brasil na segunda‑feira (19/10), o dirigente afirmou que a mudança "é boa só para dirigente partidário" e que "o povo não vai entender isso nunca".

A proposta, discutida por dez partidos do centrão – PSD, MDB, Republicanos, Podemos e federações como União Brasil‑PP, PSDB‑Cidadania e PRD‑Solidariedade – visa substituir o atual modelo proporcional de lista aberta por alternativas como o voto distrital misto ou o distritão. A mudança seria votada na primeira semana de novembro, antes da posse dos parlamentares eleitos em fevereiro de 2027.

A articulação ganhou força após o PL eleger 121 deputados federais nas eleições de 2026, sua maior bancada desde 1990, superando os 99 deputados eleitos em 2022. O centrão argumenta que a reforma reduziria a influência dos chamados "puxadores de votos", que hoje ajudam a eleger candidatos com menos votos individuais.

Ainda não há consenso entre os dirigentes sobre qual modelo adotar, e uma nova reunião está prevista para 28 de outubro. O texto destaca que a adoção do distritão exigiria emenda constitucional, enquanto o voto distrital misto dependeria de análise de compatibilidade legal.