A urna eletrônica celebra 30 anos de uso no Brasil, destacando reduções significativas de impactos ambientais nas eleições. Desde a sua implantação em 1996, o sistema substituiu as cédulas de papel, evitando, segundo estimativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 13,5 mil toneladas de papel nos últimos três décadas. Essa economia de material também reduziu a necessidade de transporte e armazenamento de documentos físicos, contribuindo para a diminuição da pegada de carbono das campanhas eleitorais.

O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, explicou que a informatização encurtou o tempo de apuração, que antes podia durar mais de dez dias, e tornou o processo mais ágil, o que, por sua vez, diminuiu a demanda por recursos logísticos e humanos nas eleições. “O impacto é indireto no sentido de que tudo se tornou mais rápido e, portanto, com uma pegada menor quando a gente pensa na eleição como um todo”, afirmou.

Quanto ao ciclo de vida das urnas, o equipamento pode ser reutilizado em seis ou sete eleições – aproximadamente 12 a 15 anos – antes de ser descartado de forma ambientalmente adequada. Os contratos de destinação exigem reciclagem mínima de 95% dos materiais, e nos últimos leilões esse índice chegou a 98%, com apenas 2% a 5% dos componentes encaminhados a aterros sanitários certificados.

A iniciativa de reciclagem envolve desmontagem, separação por tipo de material e trituração, permitindo que metais e plásticos retornem à cadeia produtiva. O TSE mantém leilões periódicos para contratar empresas especializadas nessa destinação, reforçando o compromisso da Justiça Eleitoral com a sustentabilidade.

Com a comemoração dos três décadas de funcionamento, a urna eletrônica segue sendo apontada como um dos principais instrumentos de modernização e redução de impactos ambientais nas eleições brasileiras.