Na última semana, a federação União‑PP e o Republicanos – blocos que fizeram parte da base do governo Lula – anunciaram apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro para o segundo turno das eleições de 2026. O alinhamento desses partidos ao candidato do PL poderia gerar uma coalizão parlamentar de 249 deputados federais, quase a metade da Câmara, e 45 senadores, suficiente para influenciar a agenda legislativa e a formação de um eventual governo. A análise da Ciência Política indica que essa aliança reflete um presidencialismo de coalizão, onde partidos buscam garantir participação em ministérios, orçamento e políticas públicas, mesmo sem a garantia de cargos executivos. O apoio também pode fortalecer a base estadual e municipal de Flávio Bolsonaro, ampliando sua influência no Congresso caso seja eleito. A matéria destaca ainda que a estratégia difere da adotada por Jair Bolsonaro nos primeiros dois anos de governo, quando não havia uma coalizão robusta no Congresso, ressaltando a mudança de postura a partir de 2021 com a nomeação de Ciro Nogueira para a Casa Civil.