No dia 11 de outubro de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a suspensão do canal "Exército de Lula" no WhatsApp. A decisão, tomada pelo ministro Nunes Marques, foi motivada por um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou que o canal espalhava desinformação em apoio a Lula e contra o candidato de oposição. O bloqueio deve ocorrer em até três horas e permanecerá até a homologação das eleições de 2026, com a preservação de dados e registros por pelo menos um ano.
A ação de investigação judicial eleitoral (Aije) foi proposta pela campanha de Bolsonaro e, inicialmente, não recebeu resposta rápida do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor do TSE. Cueva concedeu um prazo de cinco dias para que a campanha e André Janones, criador do canal, se manifestassem.
Na petição, a defesa de Flávio Bolsonaro acusou o canal de usar estratégias para contornar os limites de encaminhamento de mensagens e de notificações da plataforma, além de disseminar conteúdos já considerados falsos em decisões anteriores do TSE. A campanha também solicitou a suspensão do canal em até duas horas, a proibição de Janones de administrar ou criar novos canais até a homologação do segundo turno, e a supervisão direta da Meta pela Justiça Eleitoral.
A decisão do TSE inclui a emissão de um relatório com todas as mensagens publicadas, inclusive as apagadas, e a preservação dos dados e registros por pelo menos um ano, conforme documento PDF de 1,8 MB anexado ao despacho.
