Com apenas duas semanas para o segundo turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem tomado medidas que evidenciam o acirramento da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro. No domingo, 11 de outubro de 2026, o presidente do TSE, Nunes Marques, determinou a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones e que conta com mais de três milhões de seguidores. A mesma decisão ordenou a remoção de propaganda petista que vinculava Flávio Bolsonaro ao caso Banco Master, bem como a retirada de um vídeo em que o vice‑governador Alfredo Gaspar acusava Lula de receber propina. Em outra ação, o ministro André Mendonça suspendeu o impulsionamento de 441 publicações pagas contra Flávio Bolsonaro.

Estas medidas seguem uma série de decisões recentes que já incluíram a remoção de três publicações de Flávio Bolsonaro – duas que associavam o presidente a organizações criminosas e uma que utilizava imagem gerada por inteligência artificial – e a retirada de propaganda que vinculava o candidato a crimes. A judicialização tem se intensificado, transformando a Justiça Eleitoral em mais uma arena da disputa.

Pesquisas de opinião, como a do Datafolha (52% a 48% em votos válidos) e a do Vox (50,86% a 49,14%), mostram uma eleição ainda equilibrada, mas a ação do TSE demonstra a preocupação de ambos os lados em controlar a narrativa nas redes sociais. A campanha continua em curso nas ruas, na televisão e nas plataformas digitais, enquanto os eleitores aguardam a decisão final no dia 25 de outubro.