No sábado, 10 de outubro de 2026, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Bellizze, determinou que a Meta – responsável pelo Facebook e Instagram – apresente, em até 48 horas, esclarecimentos técnicos sobre possíveis restrições à distribuição de conteúdos da campanha do presidente Lula (PT) nas redes sociais. A ordem exige que a empresa detalhe, individualmente, todas as medidas de moderação aplicadas desde 16 de agosto aos perfis oficiais de Lula e às contas de terceiros identificadas na ação, bem como explicações sobre o bloqueio de uma conta de anúncios da campanha, a atuação de uma suposta rede de 255 perfis automatizados no Instagram e a aplicação das regras de recomendação de conteúdos às duas candidaturas que disputam o segundo turno presidencial de 2026.
A solicitação foi feita em nome da Coligação Brasil Pronto pra Mais, que alega que a Meta estaria restringindo de maneira seletiva o alcance de publicações oficiais e de conteúdos divulgados por perfis politicamente próximos a Lula. O ministro, contudo, não reconheceu a existência de discriminação algorítmica nem decretou a suspensão das medidas questionadas. A ordem judicial também estabelece a preservação dos registros relacionados ao caso, incluindo dados de moderação, publicidade e métricas de distribuição das publicações.
A representação menciona uma suposta rede de 255 perfis no Instagram, administrados com auxílio de inteligência artificial, que teriam alcançado cerca de 58 milhões de visualizações em um mês, segundo a coligação. A campanha de Lula afirma que esses perfis simulam apoio a um candidato adversário e divulgam conteúdos críticos ao presidente, ao PT e à primeira-dama Janja da Silva.
