No sábado, 10 de outubro de 2026, o ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou que a Meta apresente, em até 48 horas, explicações técnicas sobre a entrega de postagens da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições gerais. A decisão faz parte de uma representação do TSE que acusa a plataforma de ter restringido seletivamente publicações de Lula e de perfis com posições políticas próximas às do presidente, prejudicando a igualdade de condições na disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ).
O TSE exigiu que a Meta detalhe o que foi feito contra uma rede de 255 perfis automatizados no Instagram, que teria alcançado 58 milhões de visualizações em um mês, simulando apoio a um candidato adversário e criticando Lula, o PT e a primeira‑dama Janja Lula da Silva. A representação também pede informações sobre alcance, distribuição, visualizações, conta de anúncios, regras de recomendação e a atuação da Meta frente a perfis de candidatos.
Além da Meta, o TSE solicitou que a Agência Lupa e o Instituto Democracia em Xeque apresentem, em 48 horas, a metodologia e os materiais analisados em seus levantamentos. Após a resposta da Meta, a coligação Brasil Pronto pra Mais e a Procuradoria‑Geral Eleitoral terão 24 horas cada para se manifestarem, antes que o relator analise o pedido de tutela de urgência.
A decisão foi tomada antes da análise de um pedido de urgência apresentado pela coligação Brasil Pronto pra Mais, do presidente. O ministro Bellizze decretou sigilo sobre os documentos e as informações técnicas dos sistemas da Meta e de dados de terceiros.
