A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ordenou nesta quarta‑feira (14/10) a retirada de publicações que espalham fake news associando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um suposto ritual satânico na Avenida Paulista, em São Paulo. A decisão liminar fixa prazo de três horas para que os responsáveis pelas postagens e a Meta – empresa que controla Instagram, Facebook e Threads – removam o conteúdo, que inclui sete publicações (cinco no Instagram, uma no Facebook e uma no Threads).

A medida atende a pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais e tem como alvo usuários como Paulo Bilynskyj, Marcos Antonio Pereira Gomes (conhecido como Zé Trovão), Fernando Emílio dos Santos Machado e Dárcio Bracarense Filgueiras, entre outros perfis nas redes. As imagens usadas no vídeo são da 4ª Marcha para Exu, realizada em 16 de agosto de 2026 na mesma avenida, e não têm vínculo com a campanha de reeleição de Lula.

Na decisão, a ministra destacou que a montagem “não se limita à expressão de opinião crítica” e atribui ao candidato participação em evento ao qual não compareceu, vinculando indevidamente uma celebração de religião de matriz africana a um ritual satânico. A TSE considerou o conteúdo “manifestamente inverídico e descontextualizado”, com risco de induzir eleitores ao erro, sobretudo pela proximidade do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.

A Meta deverá excluir as publicações, impedir novas republicações do mesmo material e preservar registros de acesso, dados e métricas de engajamento a partir de 12 de outubro, que poderão ser analisados posteriormente pelo TSE. A ação visa conter a desinformação e garantir a regularidade do debate eleitoral.