Na quinta‑feira (15/10), o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) votou pela remoção de vídeos publicados nas redes sociais por Flávio Bolsonaro (PL) e pelo deputado Nikolas Ferreira (PL‑MG) que associavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a supostas irregularidades envolvendo o filho, Fábio Luis Lula da Silva, em investigações do INSS. A maioria dos ministros rejeitou a decisão liminar do ministro André Mendonça, que havia defendido a manutenção dos conteúdos no ar.

A decisão do TSE determina que os vídeos sejam retirados e tornados indisponíveis em até 24 horas. O voto de Mendonça argumentava que as críticas à fala de Lula sobre os garis estavam inseridas no debate político, enquanto as referências ao INSS tinham respaldo em notícias e investigações. O relator Kassio Nunes Marques considerou que as críticas sobre os garis estavam protegidas pela liberdade de expressão, mas apoiou a retirada das partes que ligavam Lula ao filho.

Os ministros que acompanharam o voto de Mendonça foram Estela Aranha e Dias Toffoli. Já Floriano de Azevedo Marques, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis Junior entenderam que a fala sobre os garis foi descontextualizada, embora Reis tenha concordado com Mendonça quanto às referências ao INSS. A medida segue a orientação de que conteúdos que associem o presidente a supostas irregularidades devem ser retirados para evitar desinformação.

A mudança de posicionamento no TSE ocorre em meio a intensas discussões sobre liberdade de expressão e combate à desinformação nas redes sociais, sobretudo no período que antecede a segunda rodada das eleições gerais, marcada para 25 de outubro de 2026.