O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, na noite de quinta‑feira (22/10), que as plataformas Meta e X apresentem, em 24 horas, esclarecimentos técnicos sobre a atuação nas eleições brasileiras. A medida foi tomada pelo corregedor‑geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, a pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alega favorecimento da chapa de Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais.

Além da exigência de explicações sobre o uso de inteligência artificial, moderação de conteúdo, distribuição de anúncios políticos e remoção de publicações, o TSE concedeu a Flávio Bolsonaro e ao seu vice Alfredo Gaspar (PL) cinco dias para apresentar defesa. A Meta já reconheceu falhas técnicas na moderação, mas nega intenção de beneficiar o candidato do PL. O X deverá detalhar o funcionamento do seu sistema de IA, o Grok.

O corregedor ressaltou que a abertura da investigação não implica reconhecimento da veracidade das alegações ou responsabilidade das empresas, mas que o descumprimento injustificado das determinações pode acarretar multa diária de R$ 500 mil para cada plataforma. A decisão não acatou o pedido da coligação de Lula para suspender as traduções automáticas da Meta, por considerar a medida excessivamente ampla.

A assessoria da Meta foi contatada para responder ao pedido, e o TSE ainda busca contato com o X. O caso segue em análise após o recebimento dos esclarecimentos técnicos.