O corregedor‑geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta sexta‑feira (23/10) que as plataformas Meta (detentora do WhatsApp, Facebook e Instagram) e X apresentem, em até 24 horas, um relatório sobre as normas de uso de inteligência artificial, veiculação de anúncios eleitorais e remoção de publicações políticas. A medida foi tomada após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitar investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), acusando as redes de favorecimento à chapa adversária, restrição de alcance de conteúdos favoráveis a Lula e falhas na distribuição de propaganda.
O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, tem reunião agendada para a mesma tarde com representantes das plataformas Meta, X, TikTok e Kwai, visando alinhar procedimentos antes do segundo turno das eleições, previsto para domingo (25/10). O encontro será o último momento de ajuste antes da disputa final para presidente, governador e senador em seis estados e no Distrito Federal.
A campanha de Lula alega que as redes sociais praticam favorecimento de perfis políticos, limitam o alcance de conteúdos favoráveis ao petista, apresentam inconsistências nas ferramentas de IA e dificultam a distribuição de anúncios pagos. O TSE ainda não se pronunciou sobre a veracidade das acusações, limitando‑se ao pedido de documentação das plataformas.
