Os tribunais regionais eleitorais de todo o Brasil iniciaram, neste sábado (03), a fase final da logística para o primeiro turno das eleições de 2026. Mais de 560 mil urnas eletrônicas foram enviadas aos locais de votação; 499 mil serão usadas na votação e cerca de 65 mil ficarão em reserva para substituir equipamentos que apresentem falha. Em algumas unidades, como no Rio de Janeiro, as urnas foram transportadas em ônibus escolares e o apoio logístico contou com profissionais da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).

Dentro das seções eleitorais, servidores da justiça eleitoral e voluntários têm preparado os ambientes, organizando a circulação dos eleitores e afixando material informativo. Também foram realizadas as cerimônias de emissão da "zerésima" do Sistema de Gerenciamento da Totalização, procedimento que comprova a inexistência de votos pré-registrados no banco de dados. Cada urna recebeu sua própria zerézima, atestando que o equipamento está livre de votos antes da abertura das urnas.

Segundo o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE‑RJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, esses procedimentos oferecem "mais uma prova pública e verificável de que o voto de cada cidadão será recebido, registrado e contado exatamente como foi manifestado". Ele ressaltou que a eleição começa na preparação dos sistemas, na carga e lacração das urnas, e na fiscalização permanente dos partidos e das instituições.

Ainda neste sábado, os tribunais sortearam as urnas que serão auditadas no domingo. As urnas selecionadas passarão por testes de autenticidade e integridade, incluindo comparações entre votos digitados eletronicamente e votos em papel depositados em urnas comuns. Os resultados desses testes deverão ser divulgados em locais públicos, como o Tribunal de Justiça e a sede da Fundação Getúlio Vargas, reforçando a confiança do TRE‑RJ no sistema eletrônico de votação.