O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE‑DF) explicou que as urnas eletrônicas enviadas ao exterior permanecem nos postos de votação entre o primeiro e o segundo turno, não retornando ao Brasil. Andrey Bernardes, secretário de Tecnologia do TRE‑DF, afirmou que, por limitações logísticas, o suporte é feito de forma virtual, em parceria com embaixadas e consulados, para atualizar os dispositivos com os dados dos candidatos que avançaram.
A preparação começou ainda em setembro, antes do primeiro turno, quando cada urna recebeu duas mídias – semelhantes a pendrives – contendo as informações de ambos os turnos. Após o fechamento dos dados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os arquivos são enviados aos servidores no exterior, que realizam testes de funcionamento e inserem os novos dados nos equipamentos.
Além das urnas titulares, o TRE‑DF enviou 15 urnas‑reserva ao exterior para substituir as 29 que apresentaram falhas no primeiro turno. Essas unidades de contingência podem operar apenas no segundo turno, caso necessário. Bernardes destacou ainda que o transporte pode danificar os aparelhos, o que exige cuidados adicionais.
Em 2026, 918,9 mil brasileiros no exterior estavam aptos a votar, porém a taxa de abstenção no primeiro turno chegou a 62,69 %, refletindo as dificuldades de acesso às urnas. O voto no exterior continua restrito à eleição presidencial, sendo obrigatório para cidadãos entre 18 e 70 anos.
