Segundo o G1, o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, informou que a alta da arrecadação decorrente da disparada dos preços do petróleo deve gerar R$ 67,5 bilhões a mais em 2026. Esse montante supera, até o momento, os R$ 32,4 bilhões em créditos extraordinários e os R$ 8 bilhões em desonerações já destinados a amenizar o impacto da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis.

Os créditos extraordinários – gastos que ficam fora do limite de despesas do arcabouço fiscal – foram utilizados para subsídios ao diesel e ao gasolina, além de outras medidas de apoio à população. Ainda não contabilizados, novos subsídios, como a prorrogação da subvenção ao diesel por mais 30 dias, deverão aumentar a despesa total do governo em 2026.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reiterou que a receita adicional com petróleo será empregada para conter os aumentos nos preços dos combustíveis e que o Brasil não será “sócio” da guerra. O saldo positivo também permitiu a liberação de recursos para o reajuste do Bolsa Família, anunciado pouco antes do primeiro turno das eleições presidenciais.

Ainda não há informações detalhadas sobre como os novos subsídios serão contabilizados nas contas públicas nem sobre o impacto exato desses gastos no cumprimento da meta de superávit primário de R$ 36,3 bilhões. A área econômica do Tesouro destacou que, apesar de a arrecadação exceder os gastos com combustíveis, o ritmo de crescimento das despesas totais do governo federal até agosto já ultrapassou o limite de 2,5 % ao ano estabelecido pelo arcabouço fiscal, atingindo 5,7 % em termos reais.