O deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL‑SP) afirmou ter plena convicção de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode vencer o segundo turno das eleições de 2026 contra Flávio Bolsonaro (PL), caso a campanha consiga mobilizar os eleitores que ainda não compareceram às urnas. Cortez, convocado a Brasília para colaborar na estratégia digital do petista, avaliou que a campanha do primeiro turno não gerou o engajamento necessário, mas que o cenário pode mudar.
Em entrevista ao Congresso em Foco, Cortez destacou a necessidade de recuperar eleitores que apoiaram Lula em 2022 e que se abstiveram em 2026 – um total de cerca de 33 milhões de pessoas, segundo dados citados pelo parlamentar. Ele reconheceu falhas na mobilização e apontou que, se a campanha conseguir motivar esses eleitores, há “plenas condições de fazer isso acontecer” e, assim, vencer a eleição.
Cortez também sugeriu que a campanha busque eleitores de candidaturas derrotadas, como as de Augusto Cury e Renan Santos, e propôs propostas voltadas ao cotidiano, como o fim da escala 6×1, redução do custo de vida, tarifa zero no transporte público e acesso à moradia. Segundo ele, a esquerda precisa melhorar tanto a comunicação quanto o conteúdo das propostas para não perder uma geração.
Além das questões eleitorais, o deputado criticou a situação do Poder Judiciário, citando o caso Master e alegando relações privilegiadas entre grandes empresários e instituições públicas. Cortez afirmou que defender a democracia não significa aceitar o funcionamento atual das instituições sem questionamentos, defendendo reformas no Judiciário e maior proximidade entre as instituições e a realidade da população.
