Na campanha presidencial de 2026, a discussão sobre como Flávio Nantes Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretendem enfrentar desafios como o financiamento do SUS, o ensino de matemática no ensino médio, a crise climática e a população em situação de rua recebeu pouco espaço nas propostas oficiais dos candidatos. O G1 consultou especialistas para identificar esses temas que ficaram em segundo plano, embora alguns tenham sido brevemente abordados no debate presidencial realizado pela TV Globo na sexta‑feira (23/10).

O financiamento do SUS, que deve receber em 2026 cerca de R$ 254,93 bilhões – o mínimo de 15 % da receita líquida federal – foi apontado como crítico diante do envelhecimento da população, que exigirá maior gasto em serviços de saúde. O professor de economia e saúde da FGV EAESP, Rudi Rocha, destacou que o aumento da carga de doenças crônicas e a necessidade de ampliar a integração da rede de atendimento podem elevar o percentual de gasto com saúde de 9,7 % do PIB em 2021 para 12,5 % até 2060.

Outros temas marginalizados incluíram a necessidade de melhorar o ensino de matemática no ensino médio, a intensificação dos efeitos do El Niño em um clima cada vez mais desequilibrado e a situação de rua, que permanece como um desafio social sem destaque nas propostas de governo. A matéria indica que, apesar da relevância desses assuntos, eles não foram aprofundados nos planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).