Segundo a CNN Brasil, o Supremo Tribunal Federal retomou nesta terça‑feira (29) a análise do Plano Estratégico de Longo Prazo, que estabelece as diretrizes da Corte para o período de 2026 a 2031. O julgamento ocorre em sessão plenária virtual, que permanecerá aberta das 0h às 23h59, e segue o pedido de vista apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes, que devolveu o processo para apreciação dos colegas.
O documento, elaborado entre maio de 2024 e dezembro de 2025, tem como objetivo fortalecer a confiança pública, garantir maior transparência e integrar valores como integridade e prestação jurisdicional efetiva. Antes da interrupção, sete ministros já haviam manifestado apoio à aprovação, entre eles o presidente Edson Fachin (relator), Cármen Lúcia, André Mendonça, Luiz Fux, Dias Toffoli e Nunes Marques. Gilmar Mendes também votou a favor, embora tenha apresentado ressalvas.
A retomada acontece duas semanas após uma sessão extraordinária sobre o caso Banco Master, que gerou divergências entre ministros e acirrou a crise interna do STF. Na ocasião, o ministro Gilmar Mendes ajustou seu voto, pedindo que a Corte identifique todos os magistrados citados nas investigações do caso Master antes de prosseguir e sugerindo a reunião e redistribuição das apurações envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Além da análise do plano, Gilmar Mendes aproveitou o momento para propor mudanças nas regras de distribuição de processos, defendendo uma revisão do Regimento Interno que amplie as hipóteses de prevenção – mecanismo que permite concentrar casos relacionados em um mesmo relator. O ministro também cobrou o cumprimento dos prazos internos e destacou a demora na publicação de acórdãos já concluídos.
A expectativa agora recai sobre a manifestação de Alexandre de Moraes, que interrompeu o julgamento para analisar o plano com mais tempo, e sobre como o STF lidará com as tensões internas provocadas pelo caso Master enquanto avança na definição de sua estratégia de longo prazo.
