A SpaceX, empresa de Elon Musk, opera duas constelações de satélites em órbita baixa: o Starlink, voltado ao público civil, e o Starshield, desenvolvido para uso governamental e militar dos Estados Unidos. Segundo a própria SpaceX, o Starshield é “propriedade e está sob controle do governo dos Estados Unidos”, e inclui satélites dedicados a comunicações seguras, reconhecimento e criptografia avançada, ainda que compartilhe a mesma tecnologia de base do Starlink.
Em 14 de outubro de 2026, Musk afirmou em postagem no X que quaisquer restrições de velocidade ou uso dos serviços “de nível militar” são decididas pelos militares ou pelo presidente dos EUA. A declaração surge após a Ucrânia ter denunciado que a SpaceX teria limitado o acesso ao Starlink de nível militar, reacendendo o debate sobre a distinção entre os dois sistemas.
O Starlink, que já conta com mais de 11 mil satélites e cerca de 13 milhões de assinantes, fornece internet de banda larga para áreas remotas, enquanto o Starshield oferece comunicações criptografadas e potencial de observação da Terra para agências como o Pentágono, a Space Force e o National Reconnaissance Office. Apesar das diferenças operacionais, ambos os sistemas utilizam parte da mesma constelação de satélites, o que gera confusão sobre suas finalidades distintas.
A reportagem da Deutsche Welle, citada pelo Poder360, destaca que o Starshield não é um sistema totalmente separado, mas sim uma versão militarizada do Starlink, com satélites próprios para fins de reconhecimento e comunicações estratégicas. Até o momento, não há confirmação oficial de restrições específicas impostas à Ucrânia, e a acusação de limitação permanece baseada em uma única fonte.
Fonte: Poder360 – "O que é o Starshield, versão militar do Starlink usado na Ucrânia" (https://www.poder360.com.br/poder-tech/o-que-e-o-starshield-versao-militar-do-starlink-usado-na-ucrania-dw/).
