No dia 11 de outubro de 2026, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, questionou o candidato à presidência Flávio Bolsonaro sobre a viabilidade de um ‘tesouraço’ financiado pela queda dos juros. Em entrevista ao QG do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, Sidônio afirmou que 1 ponto percentual de juros equivale a R$ 50 bilhões e que o candidato ‘não entende de orçamento’, confundindo os conceitos de taxa e gasto. Ele pediu que Flávio ‘aprenda a fazer conta’ antes de prometer cortes de 2 % do PIB, quase R$ 250 bilhões, em despesas obrigatórias.
Sidônio ressaltou que o adversário pretende tirar recursos ‘do povo, e não dos poderosos’ e ‘enganar o povo brasileiro’, e que o cálculo de Flávio – que cada ponto percentual de queda dos juros liberaria R$ 100 bilhões – não corresponde à estimativa do Banco Central, que aponta cerca de R$ 57,3 bilhões por ponto.
A crítica se insere em meio a debates sobre a viabilidade de cortes de gastos em um cenário de alta inflação e dívida pública crescente. Lula, em vídeo divulgado no sábado (10/10/2026), desafiou Flávio a explicar a origem dos R$ 250 bilhões, enquanto a campanha de Lula afirma que tais cortes afetariam os mais pobres.
Fonte: Poder360, 11 de outubro de 2026.
