Segundo o Congresso em Foco, neste domingo (4) os eleitores brasileiros farão seis escolhas na urna, definindo quem ocupará cargos executivos e legislativos nos próximos anos. Presidente, governadores e deputados federais terão mandato de quatro anos, enquanto os dois senadores eleitos por cada Estado e pelo Distrito Federal iniciarão seus mandatos em 2027 e permanecerão no cargo até 2035, atravessando duas legislaturas presidenciais.

O texto explica que o mandato prolongado dos senadores implica um poder de atuação que se estende por oito anos, permitindo-lhes influenciar a aprovação de leis, a fiscalização do Executivo e a decisão sobre indicações importantes, como ministros do Supremo Tribunal Federal, procurador‑geral da República e diretores do Banco Central. Além disso, o Senado tem competência exclusiva para processar e julgar ministros do STF e o presidente da República em casos de crime de responsabilidade, exigindo o voto de dois terços dos senadores.

Para os deputados federais, o artigo destaca que, embora não executem obras, eles são responsáveis por propor leis, fiscalizar o governo e participar da definição do Orçamento da União. Cada deputado dispõe, no Orçamento de 2026, de aproximadamente R$ 40,25 milhões em emendas individuais, com metade destinada a ações de saúde. O texto ainda esclarece que a Câmara dos Deputados pode autorizar, por maioria de dois terços, a instauração de processo contra o presidente da República.

A matéria ainda traz um breve panorama histórico do direito ao voto no Brasil, mostrando que a ampliação da participação popular foi gradual, com a conquista do voto feminino em 1932 e a extensão do sufrágio aos analfabetos somente em 1985. Essa contextualização serve para reforçar a importância do voto atual, que tem efeitos que podem durar até 2035 no caso dos senadores.