As principais confederações empresariais do país se posicionaram contra a votação da PEC 221/2019, que propõe o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, informou o portal *Metrópoles* na terça-feira (06/10). O manifesto conjunto foi assinado por CNI, CNT, CNC, CNA, CNseg e OCB.
As entidades argumentam que a apreciação da matéria durante o período eleitoral é inoportuna e alertam para impactos econômicos expressivos. Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a mudança elevaria os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões, reduziria o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,7% (equivalente a R$ 76,9 bilhões) e pressionaria a inflação ao consumidor em 6,2%.
Outros setores também projetaram reflexos negativos: a Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima uma alta de pelo menos 13% na inflação, enquanto a Confederação Nacional do Transporte (CNT) aponta um acréscimo inicial de R$ 11,9 bilhões nos custos com mão de obra no segmento. O debate no Congresso ganhou força após sinalização do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre a possibilidade de votação da proposta.
Fonte: Metrópoles
