No domingo (04/10), Randolfe Rodrigues (PT) não conseguiu se reeleger ao Senado pelo Amapá, encerrando quinze anos de mandato. As vagas foram conquistadas por Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD), que obtiveram mais votos na disputa.
Especialistas consultados pelo G1 apontam que a derrota está ligada à exposição da candidatura em disputas ideológicas nacionais e à mudança nas preferências do eleitorado local, em um cenário de polarização entre direita, extrema‑direita e centro‑esquerda. O professor Paulo Gustavo Pellegrino, da Unifap, destaca que a polarização nacional teve forte reflexo no voto amapaense.
Outros acadêmicos da Unifap, como Daniel Chaves, ressaltam que a mudança de comportamento do eleitoram amapaense não pode ser explicada apenas por fatores locais, mas também por transformações mais amplas no panorama político brasileiro.
Em nota enviada ao G1, Randolfe afirmou que o resultado deve ser acolhido com maturidade e respeito democrático, ressaltando que a decisão das urnas reflete um movimento nacional que reconfigurou forças no Parlamento e impactou o Amapá.
A saída do senador, que foi líder do governo Lula no Congresso, pode reduzir temporariamente o peso político do estado, mas também simboliza a renovação democrática da representação amapaense no Senado.
