O senador eleito pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) afirmou que pretende defender no Senado o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e classificou como "violência jurídica" as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionadas à sua candidatura. Deltan conquistou cerca de 2,9 milhões de votos nas urnas no domingo (04/10), garantindo uma das vagas paranaenses ao lado de Filipe Barros (PL), informou o jornal O Estado de S. Paulo.

Em entrevista publicada pelo Estadão na terça-feira (06/10), o ex-procurador criticou a postura de ministros da Corte e defendeu que o Judiciário seja submetido estritamente à legislação. "A missão da minha vida foi fazer a lei valer igualmente para todos, inclusive para quem veste toga. O Brasil não tem rei, tem lei", declarou.

Apesar do resultado eleitoral, a situação jurídica de Deltan permanece sob análise do TSE. Embora liminares tenham garantido a contagem dos votos, o mérito sobre sua elegibilidade — questionada com base na Lei da Ficha Limpa após a cassação de seu mandato de deputado federal em 2023 — ainda precisa ser julgado em definitivo pelo plenário do tribunal.

Fonte: O Estado de S. Paulo.